COMME des GARÇONS × OTOMO KATSUHIRO
Salah Ragab and the Cairo Jazz Band - “Egypt Strut”
subconjunctival hemorrhage
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Blood Moon gif stabilized and slowed.
Chika Gentō Gekiga: Shōjo Tsubaki 少女椿 (Midori), 1992 Hiroshi Harada
“Imperialismo linguístico” foi o termo mais apropriado que eu li até agora pra definir o que o dia de hoje está protestando (ainda que o propósito inicial tenha parecido bastante inocente)
O pessoal anglófono não se dá conta (ai o esforço de achar uma expressão equivalente pra “take for granted”) do quanto o resto do mundo pena pra acompanhar uma língua que, quando se para pra pensar, nem é tão proeminente em se tratando de falantes nativos
É estranho, mas uma das primeiras coisas que acontecem quando se aprende uma língua tão ubíqua quanto o inglês — ao menos num país como o Brasil, imagino que isso ocorra entre outros países latinos também — é se adquirir uma certa vergonha da própria cultura (vide: cultural cringe), como se no processo de internalização da bagagem cultural que vem com o inglês — porque é impossível internalizar um idioma sem internalizar a cultura, pessoal de japonês não me deixa mentir — ocorresse também um imperialismo cultural a uma escala pessoal interna. A libertação do cultural cringe acaba sendo um esforço muito mais consciente do que o aprendizado da língua em si (recomendo este livro; a página 64 toca exatamente nesse assunto), e isso é até um ultraje quando se para pra pensar
Outro resultado disso é que você tem gente com o inglês como segunda ou terceira língua desenvolvendo ansiedade por não ter perfeita fluência, enquanto anglófonos sequer veem a necessidade (palavras lidas aqui mesmo no Tumblr) de aprender uma língua estrangeira
Basicamente há um esforço desproporcional da nossa parte
e aí vem um gringo safado mandando a gente falar inglês pra ele não se sentir excluído